Samba do Bule alia amizade, cadência e tradição em uma das rodas mais prestigiadas de São Paulo

São mais de dez anos compondo uma história ritmada pelas trocas, aprendizados e companheirismo. Fundado em 2007, o Grupo Recreativo de Estudos do Samba Bule surgiu de forma despretensiosa, da reunião informal de amigos que tinham em comum a admiração e o respeito aos sambistas que muito contribuíram com a identidade musical brasileira, mas nem sempre com o merecido reconhecimento.

Desde então, o Bule foi ganhando forma e força, em rodas realizadas mensalmente na sede do Teatro Popular União e Olho Vivo, localizada no acolhedor bairro do Bom Retiro, região central de São Paulo. Toda última sexta do mês os músicos levavam adiante a bandeira de saudar o samba e evocar os grandes compositores que contribuíram de maneira única com a nossa cultura popular.

“O Samba do Bule já nasceu de um jeito especial: dentro da casa do Teatro Popular União e Olho Vivo, que há mais de CINQUENTA ANOS (!) luta pela cultura do nosso povo. Após os ensaios, integrantes do grupo se juntavam com amigos pra
cantar alguns sambas. Com o tempo, foi se aproximando gente de teatro, de música, do bairro…no miudinho a batucada foi aumentando, sempre firmada na palma, e com o Bule passando cada vez por mais e mais mãos”, explica o sambista Cesinha Pivetta, um dos fundadores do grupo.

A fama e o prestígio do samba na última sexta do mês cresceram tanto que o público de algumas rodas chegou a ter mais de quatro mil pessoas. Um dos elementos que favoreceu esse reconhecimento foi a dedicação à pesquisa musical desenvolvida pelos integrantes. A cada nova edição um grande bamba era exaltado, em uma noite cheia de homenagens que incluíam repertório com composições do artista, elaboração e distribuição de caderninhos com letras de músicas e biografia do sambista, que se ainda em vida, era convidado para integrar a roda junto com a família bulesca.

Com esse projeto de exaltação, que evoluiu para shows e apresentações ao lado de importantes nomes da nossa música, o Samba do Bule teve experiências inesquecíveis ao dividir a batucada com Nelson Sargento, Leci Brandão, Osvaldinho da Cuíca, Wilson Moreira, Seo Carlão do Peruche, Seu Dadinho do Camisa Verde e Branco, Edil Pacheco, Waldir 59 da Portela, Geovana, Luiz Grande, J.C. Botezelli (Pelão), Moisés da Rocha e outros.

Vale destacar que essa trajetória de resistência cultural promovida pelo grupo também abrange o Carnaval. O Cordão do Bule, criado como meio de valorizar a batucada na cadência, com direito a agogô e frigideira, desfila pelas ruas do Bom Retiro
desde 2013. Os enredos já tiveram como temática a festa de Iemanjá, o engajamento do movimento estudantil, a tradição experimentada no bairro e o próprio samba como manifestação de luta, sempre buscando fortalecer a bandeira que “Sambar é resistir”.

Ocupando um espaço fora do consagrado eixo cultural da cidade, ao se firmar como uma das principais rodas de São Paulo, o Bule conseguiu levar seu samba para várias regiões, com apresentações em SESCs (São Carlos, Pompeia e Santo Amaro), na Virada Cultural, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, na FIFA Fan Fest, no Pré-Festival Flaskô Fábrica de Cultura e na Casa de Teatro de Porto Alegre. É na amizade, no batuque e na superação que o grupo segue sua trajetória de
comunhão, vivendo e revivendo sambistas do passado e presente por meio de antigos sambas e composições próprias.

• Discotecagem antes e depois das rodas de samba – Line será divulgado em breve!

• Abertura da casa: 18h

• Entrada:
R$00,00 _ até 20h
R$15,00 _ após 20h

• Ingressos antecipados: https://bit.ly/2yiIcrU

• Proibida a entrada de menores de 18 anos

• Aceitamos dinheiro e cartões de débito Visa e Master

*No dia do evento é necessário apresentar RG na porta.

**Casa sujeita a lotação.


Mundo Pensante
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