Quinta + Cedo é o novo projeto do Mundo Pensante que abre o palco como uma alternativa para fomentar artistas da cena musical. Acontece todas as quintas-feiras às 21 horas, antes da festa Embalo.
 
Na quinta do dia 28/11 temos a alegria receber IZENZÊE no palco do Mundo Pensante, apresentando seu primeiro trabalho solo “Vida. E Nada Mais”!
 
AS PALAVRAS, OS SONS E AS IMAGENS DA CIDADE POÉTICA E ANÁRQUICA
 
Caminhando pelos horizontes sonoros do future bass, rap e synth pop, Vitor Isensee lança disco solo antenado e urgente em que faz a crônica do que é íntimo, coletivo e transcendental.
 
Gabriel Gutierrez
 
Depois de 2 discos com o Braza e 4 com o Forfun, Vitor Isensee abandonou o “s” do sobrenome que lhe acompanhou durante seus 18 anos de carreira como compositor, tecladista e cantor. Num ato de desapego e imaginação, rebatizou-se como “IZENZÊÊ” para lançar, em 2019, “Vida. E Nada Mais”, seu primeiro trabalho solo. Com notável inteligência pop e coragem para arriscar-se para além das fronteiras dos seus trabalhos anteriores, Izenzêê juntou-se ao produtor e guitarrista Tomas Tróia (R.Sigma, Duda Beat, El Efecto, Castello) para concretizar um trabalho musical em que conjuga as texturas do Rap, do Future Bass e do Synth Pop à sua lírica fluída e confessional.
 
Sensível aos humores das atmosferas, Vitor escuta a água. Faz a crônica sonora do que vê, como a chuva de verão que atravessa para conhecer, e anda pelos espaços mais escondidos. Pinta o quadro do jogo do cotidiano. Seja numa reverência ao mergulho no mar ou na espera do fervilhar da água de um café pensativo sobre a vida que segue indo. A partir do testemunho do gelo no isopor, que deixa o latão de cerveja pronto para ser entornado durante um bloco de carnaval, Izenzêê usa o seu singular e melódico flow para criar, em “Vida e Nada Mais”, seu mosaico musical, emocional e combativo.
 
Num álbum dançante e de instrumentação predominantemente eletrônica, Vitor cria uma moldura cheia de cores com a colaboração de artistas como Duda Beat, Morcego, Luê e Castello. Com eles, constrói o mapa diversificado de uma narrativa pessoal. Izenzêê fala de amor sem embaraço, demonstrando vulnerabilidade necessária em tempos de reconstrução das identidades de gênero. Celebra a florada do ipê e lembra de amores que renascem e se transformam a partir de citações de Gil e Drummond. Em “A Graça”, versa sobre as latitudes dos laços amorosos, dialogando com o inspirado refrão derramado por Duda Beat, numa canção com clara vocação para playlist bombada.
 
Mas Izenzêê fala de si e dos dilemas conjugais sem cair na armadilha da auto-referência excessiva. Sabe que a riqueza artística do relato reside exatamente na habilidade de cantar a justa medida entre o que é íntimo, o que é comum e o que é além. Em “Primavera Dormindo”, com a participação da cantora paraense Luê, desata-se de si por um momento para infiltrar a resistência nas brechas do “obsceno do Antropoceno”. Perante a distopia atual, desenha sua autoanálise como subversão. Em “Coração na Boca” enaltece, com a participação de Castello, a luta comum da formiga que trabalha pelo formigueiro. Em “No Atlântico Sul”, estende o limite da poesia falada para celebrar a vida como ela própria a verdadeira divindade.
 
Flutuando pelos beats, baixos e sintetizadores do seu som vivo, caminha pelo turbilhão de sentimentos de quem habita um lugar tão caloroso e militarizado.
 
De peito aberto e pintado de urucum, Izenzêê encara o Rio de Janeiro de frente. Em faixas como “Rio by Subway”, “123um (esta, ao lado da rima cortante do rapper Morcego, da Baixada Fluminense)” e “Alfazema e Aguarrás”, compõe uma trilha sonora e afetiva do movimento pela cidade.
 
Alinha-se com uma larga tradição de canções consagradas sobre o RJ e suas notórias contradições. Entre o grito das sirenes, o canto das cigarras e o drama de quem está ao deus-dará, Izenzêê enfileira-se ao lado d”O Rappa, Planet Hemp e Black Alien para escrever sobre o Rio com competência, escapando da obsessão do “Samba do Avião” pela Zona Sul. Sua poesia é líquida, e surfa pela cidade toda, passeando pelas ondas de baixa frequência do trap, do chill out e do boombap. Segue a linha do trem e dá um drible de corpo no clichê tropical.
 
Explora o labirinto de asfalto quente, mata verde e mar azul para propor o salto quântico necessário, para que, no quase tombo do motoboy, na memória do cais do Valongo e no levante do moderno quilombo, o Rio de Janeiro seja verdadeiramente uma cidade maravilhosa.
 
Piloto de avião formado e geógrafo graduado, Vitor faz uma música repleta de imagens e espaços. Num sobrevoo, seu olhar constrói uma multidão de cenas que, como cinema, investigam a distribuição dos desejos e desabamentos na paisagem. Autor de dois livros de poemas e inspirado por artistas como Aldir Blanc, Jorge Mautner, Belchior, Galvão e o coletivo Nuvem Cigana, Izenzêê trava relação apurada com a palavra para construir seus cenários. “Vida e Nada Mais” apresenta-se, assim, como uma colagem musical poética e imagética, urbana e cosmopolita. Mostrando os dentes para sorrir e para rosnar, este álbum solo de estreia é como um sincero plano sequência sonoro de eletropop, que só reforça a capacidade de autoria de Izenzêê como destacado artista-letrista da cena de música independente do Brasil.
 
Lembrando que na sequência a noite segue linda com a programação da Embalo Toda Quinta com Dj Nuts e convidados
 
 
Abertura da casa: 21h
 
.:: Entrada:
R$15 _ lote promocional
R$20 _ lote 1
R$25 _ lote 2
R$30 _ porta
 
.:: Ingressos antecipados: http://bit.ly/2811izenzee
 
.:: Compre seu ingresso pessoalmente sem taxas de conveniência: Lab Mundo Pensante (Rua Treze de Maio, 733 – Bela Vista – São Paulo – SP), das 14h às 22h
 
.::Proibida a entrada de menores de 18 anos ::.
 
..:: Aceitamos dinheiro e cartões de débito e crédito :..
 
*No dia do evento é necessário apresentar RG na porta.
**Casa sujeita a lotação.
 
Mundo Pensante
Rua Treze de Maio, 830 – Bela Vista – São Paulo – SP
Tel:. 50822657
WhatsApp:. 11 952222661
www.mundopensante.com.br
 
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